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03/06/2010

LOST e a jornada da redenção

Finalmente, após seis anos, a série LOST chega ao fim. Por que um post sobre este assunto?

LOST é um fenômeno cultural (pop) sem precedentes no universo da siticom americanas, uma série com uma influência e um alcance sem precedentes. Em Lost se misturam ação, aventura, suspense, romance, filosofia, ciência, religião e fé. Mas a marca mais interessante na minha opinião é a história pessoal de cada personagem, uma jornada rumo à redenção.

Todos eles precisam de algum modo redimir seu passado. Todos eles tiveram dualidades poderosas em suas vidas. Branco e preto, verso e inverso. Exceto Ben Linus, que parece encarnar a maldade em sua forma mais pura. Nem mesmo a morte cruel da filha o conduziu à uma mudança genuína.





Ao ler um livro de Brennan Manning achei a seguinte citação, atribuída ao místico do Séc. XVI: "Revela tua presença, e seja a visão da tua beleza a minha morte". Brennan nos ensina que o místico desejava ver a Fonte de toda a beleza, mesmo sabendo que isto iria matá-lo (Confiança Cega, p.65).

As personagens de LOST parecem carregar esta sina, mesmo que por motivos errados: no final de tudo havia uma fonte de luz protegida por um guardião (referência ao Éden e à árvore da vida?). E a fonte era o coração da Ilha - a beleza exuberante que ao ser alcançada transforma a pessoa (para o bem ou para o mal). Mais referencial filosófico e religioso impossível.

O que falta a LOST como reflexão é o redentor pessoal. A maior parte dos protetores da ilha chegou a esta posição ou por acaso ou de forma forçada. O salvador inexiste em LOST. É cada um por si e em sua busca pessoal. Fora isto, LOST cumpre o papel de trazer à tona algumas questões sobre o caráter das pessoas em situações de crise.


Graça e paz. Sempre.



por Marcus Vinícius
editor de Mídia do INPR Brasil






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